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Ponto do não retorno
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
12 de Abril de 2011





Não deixando hipocrisia de ser um termo forte, é contudo aquele que assenta na perfeição à defesa que Miguel Sousa Tavares (MST) faz ao seu FC Porto. Perguntem-se vocês qual o pintista da praça pública que é capaz de ter um mínimo de isenção e de imparcialidade.

Tempos houve em que os críticos à SAD azul e branca se constituiam em verdadeiros portistas, os tais que sonhavam e sonham o tal salto qualitativo do emblema. Contudo, com as óbvias metamorfoses para uma sociedade de constante atropelo, caminhámos para uma opinião convergente de Bobbys e Tarecos, que em uníssono dão voz ao mote do Dragão, o que significa sem margem para qualquer dúvida a conversão de portistas em pintistas.

MST, uma das figuras incontornáveis do universo portista, dá mostras semana após semana de um retrocesso, assumindo o discurso de três décadas de Pedroto. A par do FC Porto que cometeu o erro grave de não se conseguir libertar do complexo de inferioridade com a conquista da sua primeira Taça dos Campeões Europeus em 1987, também MST  teve a sua oportunidade de evoluir nesse aspecto o que parecia ir acontecer, mas não só estagnou como fez marcha atrás na sua libertação do estigma da Ponte da Arrábida...

Outrora, indefectível defensor que caso Pinto da Costa fosse provado culpado pela justiça deveria demitir-se, MST atravessou irremediavelmente as fronteiras éticas quando se contradisse na hora de todas as decisões, regressando aos antípodas. Com o Youtube a deitar por terra todos os seus argumentos, assistimos agora semanalmente às sequelas de quem jamais conseguirá libertar-se da constante sequência de contradições em que se vê envolto num emaranhado de pseudo-argumentos, numa misologia que apenas embevece incautos. Dá pena.

E pena dá o escriba ser a representação fiel de um universo azul e branco sustentado numa hegemonia que se tenta passar por autoritária mas que apenas destapa alicerces tremidos, bafejados por episódios recorrentes que por sinal estão a partir de Janeiro de 2010 ao alcance de todos compreender.

Afigura-se assim fácil de compreender da parte dos portistas, ou pintistas se tivermos legitimidade suficiente para subscrever esse seguidismo, que a «melhor defesa é o ataque» e é vital que as atenções estejam no «inimigo» Benfica, como demonstraram ainda recentemente as celebrações portistas, não apenas do discurso redutor de André Villas-Boas, mas também das já famosas provocações do Pinto-Maior, não desvalorizando também o facto do Benfica continuar a ocupar 80% da escrita de MST no jornal A Bola.

Evidente se torna que o anti-benfiquismo é prioritário e avassalador sobre o portismo, ponderemos qual foi a última vez que por exemplo MST se debruçou sobre as contas do seu próprio clube, ao «onde pára o dinheiro das vendas de jogadores?», ou «porquê contas consolidadas, temos algo a esconder?».

Assim, vemos MST previsivelmente aplaudir a consensualidade benfiquista de criticar o «apagão» mas fá-lo à xico-esperto, apenas com o intuito de defender a sua certeza que foi «ordem da direcção». Quisesse ser objectivo e evoluir a cassete, compreenderia o porquê de uma liderança no Benfica com base em fantasmas estaria condenada ao fracasso e, por acréscimo, compreenderia o porquê da grandeza do Benfica, o único clube que sobrevive por si.

Fala do «justíssimo título de campeão» e esquece como o estrebuchar do Sistema afectou mais uma vez o 1º terço da época. Apregoa que a «imprensa privilegia o conflito» mas a sua própria escrita é um hino à traulitada nessa mesma imprensa.

Menciona «exercício de alto risco, num ambiente de ódios à solta, incendiados previamente por dirigentes irresponsáveis» mas não compreende que o denominador comum é quem ele próprio defende. Fala em nome dos contribuintes e de ser «inadmissível que os contribuintes portugueses tenham de pagar horas extraordinárias a exércitos policiais» quando a Assembleia da República se presta a almoços e jantares ano após ano com o grande timoneiro azul e branco, o homem do rastilho e da (ir)responsabilidade.

Refere-se a um «terrorismo pseudo-desportivo» e desvaloriza a terminologia usada nos comunicados e declarações do FC Porto, sustentada em «talibãs» e «propaganda nazi», contornando o pormaior de ele próprio, quando demonstrou o seu cepticismo para o jogo da Supertaça, ter sido apelidado de terrorista por Jorge Nuno.

Contrariando a sua filiação e fazendo jus às suas tendências pseudo-ditatoriais, volta a criticar a «prestação televisiva de Rui Gomes da Silva», o «maior espalha-ódios do futebol português», incomodado com a gritante falta de argumentação de Guilherme Aguiar que conduz a agressões planeadas ao pormenor.

Faz referência a um «desacreditado Conselho de Disciplina da Liga» para justificar a punição a Jorge Nuno Pinto da Costa e chuta para canto a ausência de recurso. Debruça-se sobre o «apagão premeditado» na Luz enquanto defende que os que objectivamente conduziram à ilibação de cartões amarelos e vermelhos nas Antas, na década áurea de 90, derivaram de «avarias da instalação ou da rede».

Explica que os portistas recusaram entrar com as crianças por estas estarem provocantemente «equipadas à Benfica» não compreendendo o ridículo a que se presta, defende o comportamento irrepreensível dos adeptos do FC Porto e esquece que ainda em Portimão não tivémos «apagão» mas tivémos «arrastão», como aliás tínhamos tido anos atrás na anterior passagem dos algarvios pela 1ª divisão. Manuel João que o diga!

Converge ainda no mote da Torre das Antas em torno da nota do observador esquecendo-se da forma como se têm fabricado alguns árbitros internacionais, volta a insistir na «protecção da Comunicação Social» quando atravessámos um oásis de repetição das 1001 estórias do «apagão», debruça-se sobre o castigo a Jorge Jesus fazendo tábua rasa da argumentação benfiquista que numa situação inversa MST defenderia até á morte. Clubite agude e pouca objectividade, pois claro.

Ainda o campeonato da época passada decorria e já nos tínhamos apercebido que o actual seria o campeonato mais importante para o FCPorto dos últimos 20 anos, porque estava muita coisa em jogo e sendo impensável voltar a suceder nova época frustrante. Denunciámo-lo atempadamente porque se nos afigurava evidente que todo o exército e até os reservistas iriam ser chamados à guerra.

Mas para conseguir vencer mais um campeonato igual a tantos outros em que a falta de vergonha esteve sempre presente nas várias manipulações e truques a que recorreram, não só denunciaram as suas verdadeiras intenções como gastaram demasiadas munições que são capazes de lhe vir a fazer falta num tempo não muito distante.

Afirmar que «nunca terá havido um campeão mais justo do que este» é bem ilustrativo da demência do desespero que de si se apossou e de quem se vendeu ao diabo.

P.S. Renovamos a sugestão para dizer o que pensa sobre a novela venezuelana dos novos estatutos. Talvez isso explique muita coisa...




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