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Benfica - Santa Clara
18 de Janeiro de 2012




Taça da Liga - 2ª jornada - Grupo B
Estádio da Luz, 18 de Janeiro de 2012 - 20h15

BENFICA (Titulares): Eduardo, Jardel, André Almeida, Miguel Vítor, Capdevila, Bruno César, Matic (Witsel 46m), Gaitán (Nolito 65m), Javi García, Nélson Oliveira, Saviola (Rodrigo 65m)

BENFICA (Suplentes): Mika, Luís Martins, Emerson, Witsel, Nolito, Rúben Pinto e Rodrigo.

Árbitro Principal: Rui Silva-AF Vila Real
Árbitros auxiliares: Álvaro Mesquita e Bruno Trindade

Cartões Amarelos:-
Cartões Vermelhos: -

Resultado Final: 2-0. Nélson Oliveira 68m e Witsel 75m

O Benfica pretendia hoje manter-se no topo do grupo, o que face à vitória do Marítimo em Guimarães, só uma vitória interessaria. Sob o olhar de 14.453 espectadores, vimos 4 portugueses alinhar de início na equipa do Benfica, e mais 3 sentarem-se no banco de suplentes, algo que constitui sempre motivo de algum regozijo nos tempos que correm.

Jorge Jesus promovia assim 8 alterações em relação ao último jogo, fazendo alinhar Eduardo, André Almeida como lateral direito, Miguel Vitor, Capdevila, Javí e Matic – algo não muito habitual o facto de jogarem juntos, e ainda Nélson Oliveira, Saviola e também Gaitán, que regressavam ao onze.

O jogo começou em toada morna – foi aliás uma constante – e ao minuto 2 é Matic que vai à linha final cruzar para um pontapé acrobático, contudo inconsequente, de Gaitán, hoje particularmente desinspirado.

Ao minuto 5 Nélson Oliveira – foram deles os melhores rasgos na 1.ª parte - flecte da esquerda para o meio e acaba por conquistar um livre em zona frontal, que Bruno César viria a atirar contra a barreira.

Os primeiros 10 minutos chegavam com o natural domínio encarnado, pese embora inconsequente e sem a pretendida profundidade. No mesmo minuto 10 é o inclusive o Santa Clara que, por Lourenço, aproveita um mau passe de Matic e tenta alvejar de longe a baliza encarnada.

Já depois de mais uma tentativa de longe dos visitantes passado que era o minuto 14, ao minuto 15 surge a primeira grande transição por parte do Benfica, com Nélson Oliveira em destaque a encontrar Gaitán. O argentino, dentro da área e descaído para o lado direito, viria contudo a não dar o melhor seguimento ao lance.

O mesmo Gaitán, um minuto depois, conquistava a linha do lado direito mas cruzava sem perigo já dentro da área e materializava o desacerto encarnado no ataque. Ao minuto 18 Eduardo é obrigado a aplicar-se, saindo aos pés de um jogador açoreano.

O Benfica tentava acelerar sem grande inspiração, com André Almeida a tentar dar alguma profundidade do lado direito, assinalando excelentes pormenores nesta 1.ª parte. Pouco depois é Nélson Oliveira que, já dentro da área, atira contra a barreira defensiva dos visitantes.

A grande oportunidade do Benfica até então surge ao minuto 19, numa bola cruzada para a área em que encontra Jardel. O central encarnado, já de excelente posição, atira no entanto à figura de Stefanovic.

O Santa Clara respondia e criava perigo à passagem do minuto 30. Primeiro é Hugo Moreira o autor de um disparo de pé esquerdo que obriga Eduardo a aplicar-se e, na sequência do canto, Minhoca cruza, há um primeiro desvio de cabeça que isola Silvestre ao segundo poste, e vale mais uma vez a atenção de Eduardo para resolver.

Ao minuto 36 Bruno César tentava alvejar a baliza do Santa Clara mas o remate sai à figura de Stefanovic e ao minuto 42, num grande trabalho de Saviola na direita, el conejo depois de se livrar de dois adversários e entrar na área, acaba por obrigar Stefanovic a excelente defesa.

A 1.ª parte não terminava sem que Matic, na sequência do canto, tentasse repetir a façanha do último encontro e obrigasse Stefanovic a mais uma defesa atenta, desta feita junto à barra.

Depois de uma má primeira parte, Jorge Jesus optava por deixar Matic nos balneários e fazer entrar Witsel, ainda que as dificuldades se viessem a manter, essencialmente por falta de rapidez e agressividade.

A 2.ª parte começava basicamente com um excelente trabalho de Gaitán e uma oportunidade para o Benfica. Witsel, na sequência de um pontapé de canto também ele marcado por Gaitán, atira, em boa posição, rente ao poste.

Alex entrava para o lugar de Silvestre e ao minuto 57 Bruno César tenta mais uma vez a sua meia distância, em mais um disparo de primeira de pé esquerdo que faz a bola passar também muito perto do poste.

Sem grandes melhorias, JJ optaria então por tirar Saviola e Gaitán ao minuto 65, fazendo entrar para os seus lugares Nolito e também Rodrigo, substituições que viriam a resolver o jogo, e onde pontificou o espanhol ex-Barça.

Três minutos depois de ter entrado, Nolito conduz a bola pelo lado esquerdo, ganha a linha final depois de se livrar do seu adversário directo numa nesga de terreno e encontra Nélson Oliveira, sem marcação no interior da área, que assinalaria assim um golo fácil e o seu primeiro com a camisola do Benfica em jogos oficiais.

Com maior tranquilidade e assente na irreverência de Nolito, o Benfica arrancaria então para uma boa fase. Ao minuto 72 é mais uma vez Nolito que combina com Capdevila no lado esquerdo, o defesa espanhol cruza atrasado para Witsel que vê Sandro desviar sobre a linha de golo, com Stefanovic já batido.

Novo grande momento à passagem do minuto 75, Nolito depois de receber de Capdevila, é o autor de um passe magistral para Witsel que no frente a frente com Stefanovic não perdoaria e acabava com o jogo. Sem necessidade de fazer mais, o Benfica voltaria a abrandar, mas não sem que antes Rodrigo, assistido na área, quase assinalasse o 3.º.

O jogo terminaria sem mais motivos dignos de registos. Nolito, nos poucos minutos que esteve em campo, acabou por ser o melhor. Benfica e Marítimo vão assim discutir entre si o apuramento para as meias-finais da prova, em jogo que se realizará em 5 de Fevereiro, no Estádio da Luz.

Nélson Oliveira, autor do primeiro golo, viria a defender que tal constituia «um sentimento de alegria e felicidade. Era um golo que procurava há algum tempo. Estou muito feliz por ter marcado e ajudado a equipa a vencer», aproveitando ainda para agradecer a confiança de Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus no seu trabalho; «Tanto o presidente como o mister confiam em mim. Estou cá para trabalhar e para aprender. O plantel tem grandes jogadores para a minha posição. Espero corresponder à confiança que depositam em mim»

Jorge Jesus, por seu turno, defendia que «nem sempre é possível chegar ao intervalo a vencer por 3-1», desdramatizando a exibição menos conseguida do Benfica na primeira parte do jogo, menos qualidade que justificaria com o facto de terem jogado «jogadores que têm outro ritmo. Sabia que o que podia perder hoje ganharia amanhã».

Comentário Final: Sem que isto queira constituir qualquer menosprezo para a equipa do Santa Clara, a realidade é que, por mais que os jogadores sejam avisados, os seus níveis de concentração sempre que defrontam uma equipa teoricamente mais fraca, não são os mesmos. E a acontecer isso como aconteceu, a velocidade escasseia, os passes falhados aumentam tal como as dificuldades. E isso, aconteceu durante toda a primeira parte em que os encarnados apenas e só tiveram uma oportunidade, aliás flagrante, de poder marcar. Ao invés, a concentração e o empenho da equipa menos dotada sobe em flecha, pelo que a conjugação destes dois factores pode ser determinante.

Na 2ª parte com a entrada previsível de Witsel (o Benfica não teve durante todo o 1º periodo ninguém a pensar o jogo no seu meio-campo), a equipa melhorou, mas só com a entrada de Nolito o jogo acelerou decisivamente, não sendo por acaso que dos seus pés sairam as assistências para os dois golos. A subida ao palco de Rodrigo também ajudou e durante cerca de 20 minutos que culminou com a obtenção dos dois golos, observou-se um jogo mais rápido e incisivo, até porque os jogadores do Santa Clara também começaram a ceder fisicamente abrindo alguns espaços.

Vitória natural do Benfica apesar da ausência de uma boa parte dos titulares, mas foi preciso ir ao banco para resolver o jogo.

Mais uma vez Nolito destacou-se.





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